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Comunicado à imprensa · lançamento oficial

Em um ano marcado por casos de crueldade e milhares de denúncias, lançam no Brasil o “Voto Animalista”

A campanha busca fazer com que candidaturas de todo o espectro político assumam compromissos públicos e verificáveis com a proteção animal nas eleições de outubro.

Brasil · 4 de setembro de 2026 · Para divulgação

A morte do cão comunitário Orelha após uma brutal agressão em Santa Catarina comoveu o Brasil no início deste ano. Meses depois, uma capivara foi golpeada com barras de ferro e pedaços de madeira no Rio de Janeiro e precisou ser resgatada com ferimentos graves. E, há apenas alguns dias, o cão Batata morreu após receber pelo menos quatro disparos em plena rua, na Tijuca, em um caso que segue sob investigação policial.

Orelha, cão comunitário da Praia Brava, em Santa Catarina
Orelha, cão comunitário da Praia Brava (SC) · Imagem de referência publicada por Metrópoles.

Os casos provocaram indignação e respostas institucionais, mas os dados mostram que o problema é maior do que aqueles episódios que conseguem repercussão nacional. Somente no estado do Rio de Janeiro foram registradas 5.600 denúncias de maus-tratos a animais até 25 de março de 2026, uma média de 66 por dia e um aumento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Ceará, as denúncias recebidas durante janeiro e fevereiro aumentaram de 327 em 2025 para 863 em 2026, uma alta de 163%. Esse aumento também pode refletir uma maior disposição da população para denunciar e demonstra a dimensão que a proteção animal adquiriu como preocupação pública.

5.600
denúncias até 25 de março de 2026 no Rio de Janeiro
66 por dia · +51%
863
denúncias em janeiro e fevereiro de 2026 no Ceará
+163% em relação a 2025

É nesse contexto que o Instituto Caramelo, junto à rede regional LatinGroup for Animals, anuncia o lançamento oficial do Voto Animalista Brasil, uma campanha que busca levar a proteção dos animais ao centro do debate eleitoral de 2026.

Por meio de www.votoanimalista.com/brasil, as candidaturas poderão assumir um compromisso público e verificável com uma agenda de proteção animal que vai além de cães e gatos e inclui também animais de produção, aquáticos e silvestres, além de temas como sistemas livres de gaiolas, métodos alternativos ao uso de animais em experimentação e políticas públicas orientadas à prevenção do sofrimento animal.

Da indignação aos compromissos políticos

O caso de Orelha chegou inclusive ao Congresso e motivou diferentes iniciativas para revisar a resposta institucional diante dos maus-tratos a animais. Em março, o governo federal também endureceu as multas administrativas aplicáveis a esse tipo de infração.

Manifestação por justiça no caso Orelha
Mobilização por justiça no caso Orelha · Imagem de referência publicada por Noticias Ambientales.

No entanto, para as organizações responsáveis pelo Voto Animalista, a proteção dos animais não pode depender de que um caso particularmente brutal se torne viral para só então entrar na agenda política.

“Precisamos passar de uma resposta reativa diante dos casos de crueldade para uma política ativa e preventiva, capaz de proteger os animais antes que o dano ocorra. As eleições são precisamente o momento de exigir respostas antes da próxima tragédia e saber quais candidaturas estão dispostas a transformar essa preocupação social em políticas públicas permanentes.”

Sofía Videla · Diretora de Campanhas da LatinGroup for Animals

A campanha não apoia partidos nem candidaturas em particular, mas busca convocar de maneira transversal todo o espectro político; são as próprias candidaturas e partidos que decidem aderir ao compromisso. Seu objetivo é que, antes de votar, a população possa saber com clareza quem assumiu compromissos concretos com os animais e quem ainda não o fez.

“Queremos mobilizar e informar a população, oferecendo ferramentas para exigir de seus representantes um compromisso real. Em nosso site, qualquer pessoa poderá verificar quais candidaturas assinaram, conhecer o compromisso assumido e, posteriormente, cobrar seu cumprimento”, acrescentou Videla.

Uma campanha que já transformou compromissos em representação política

O Brasil se soma a uma estratégia regional que já apresentou resultados concretos.

Chile
26
No Chile, durante as eleições parlamentares de 2025, 179 candidaturas assinaram o compromisso e 26 foram eleitas, incluindo 23 integrantes da Câmara dos Deputados e três do Senado.
Peru
30
No Peru, mais de 1.381 candidaturas aderiram ao Voto Animalista nas eleições de 2026 e 30 parlamentares eleitos (19 deputados e 11 senadores) ingressaram no novo Congresso tendo assumido publicamente o compromisso.
Colômbia
74
Na Colômbia, mais de 324 candidaturas aderiram à campanha e 74 congressistas eleitos (44 representantes e 30 senadores) integram hoje a bancada comprometida com a proteção animal, equivalente a cerca de um quarto do novo Congresso.

Com sua chegada ao Brasil, o Voto Animalista busca fazer com que essa mesma pergunta faça parte das eleições de outubro: o que farão aqueles que aspiram a representar a população para prevenir a crueldade e reduzir o sofrimento de todos os animais?

O Instituto Caramelo convida as candidaturas a assumir publicamente o compromisso e a população a conhecer as propostas, revisar quem aderiu e pedir a seus representantes que também se somem.

Acessar Voto Animalista Brasil →

Contato de imprensa

Sofía Videla Zurita

Advogada e Diretora de Campanhas · LatinGroup for Animals

Realização / parceria
INSTITUTOcaramelo
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